Relatório mensal · Edição de lançamento · Guilherme Grigolin
Custo de comprar bitcoin no Brasil: novembro de 2026
Edição de lançamento: 2 coletas horárias, menos de uma hora de dados. O período vai de 01/11/2026 00h07 a 01/11/2026 01h07, horário de Brasília, e não é um mês inteiro. Esta página é refeita automaticamente a cada atualização do site, várias vezes ao dia, e os números mudam conforme entram novas coletas. A edição de novembro com o mês fechado sai no início de dezembro de 2026.
Resumo
- Para R$ 1.000, a opção mais barata no período coletado foi a Binance (-0,65%, R$ -6,52). A mais cara foi o Mercado Bitcoin (1,85%, R$ 18,45).
- Entre a mais cara e a mais barata, a diferença foi de 2,50 pontos percentuais (R$ 24,97 em R$ 1.000).
- O saque pesou mais: 63% do custo médio de R$ 1.000. Os ETFs de bitcoin na B3 cobram de 0,50% a 1,30% ao ano, segundo o agregador ETFs Brasil, fora o spread no pregão.
Ranking médio do período por valor
Custo total para comprar cada valor em bitcoin, somando spread do livro de ofertas, taxa de negociação e saque on-chain. Média de 2 coletas horárias.
R$ 100
Para R$ 100, a Brasil Bitcoin foi a mais barata (1,25%), seguida da OKX (6,96%) e da Binance (6,99%). O Mercado Bitcoin ficou em último lugar (13,31%).
| # | Corretora | Spread médio | Taxa (taker) | Saque | Custo total | Em reais | Coletas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Brasil Bitcoin | 0,15% | 0,50% | R$ 0,59 | 1,25% | R$ 1,25 | 2 |
| 2 | OKX | 0,19% | 0,40% | R$ 6,37 | 6,96% | R$ 6,96 | 2 |
| 3 | Binance | -1,58% | 0,10% | R$ 8,49 | 6,99% | R$ 6,99 | 2 |
| 4 | Foxbit | 0,25% | 0,50% | R$ 8,49 | 9,24% | R$ 9,24 | 2 |
| 5 | Mercado Bitcoin | -0,13% | 0,70% | R$ 12,74 | 13,31% | R$ 13,31 | 2 |
Fora do ranking de R$ 100: Bybit. Motivo: spread não medido. A API pública da Bybit bloqueia acessos a partir dos Estados Unidos, onde rodam nossos coletores; por isso não medimos o spread dela.
Fora do ranking de R$ 100: Bitget. Motivo: spread não medido. É decisão editorial, porque a Bitget não publica a tarifa do saque em reais por Pix e a situação dela no Banco Central não está confirmada.
R$ 1.000
Para R$ 1.000, a Binance foi a mais barata (-0,65%), seguida da Brasil Bitcoin (0,71%) e da OKX (1,24%). O Mercado Bitcoin ficou em último lugar (1,85%).
| # | Corretora | Spread médio | Taxa (taker) | Saque | Custo total | Em reais | Coletas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Binance | -1,58% | 0,10% | R$ 8,49 | -0,65% | −R$ 6,52 | 2 |
| 2 | Brasil Bitcoin | 0,15% | 0,50% | R$ 0,59 | 0,71% | R$ 7,11 | 2 |
| 3 | OKX | 0,20% | 0,40% | R$ 6,37 | 1,24% | R$ 12,40 | 2 |
| 4 | Foxbit | 0,25% | 0,50% | R$ 8,49 | 1,59% | R$ 15,94 | 2 |
| 5 | Mercado Bitcoin | -0,13% | 0,70% | R$ 12,74 | 1,85% | R$ 18,45 | 2 |
Fora do ranking de R$ 1.000: Bybit. Motivo: spread não medido. A API pública da Bybit bloqueia acessos a partir dos Estados Unidos, onde rodam nossos coletores; por isso não medimos o spread dela.
Fora do ranking de R$ 1.000: Bitget. Motivo: spread não medido. É decisão editorial, porque a Bitget não publica a tarifa do saque em reais por Pix e a situação dela no Banco Central não está confirmada.
R$ 5.000
Para R$ 5.000, a Binance foi a mais barata (-1,33%), seguida da Brasil Bitcoin (0,72%) e da OKX (0,73%). A Foxbit ficou em último lugar (0,91%).
| # | Corretora | Spread médio | Taxa (taker) | Saque | Custo total | Em reais | Coletas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Binance | -1,58% | 0,10% | R$ 8,49 | -1,33% | −R$ 66,47 | 2 |
| 2 | Brasil Bitcoin | 0,21% | 0,50% | R$ 0,59 | 0,72% | R$ 35,80 | 2 |
| 3 | OKX | 0,21% | 0,40% | R$ 6,37 | 0,73% | R$ 36,68 | 2 |
| 4 | Mercado Bitcoin | -0,09% | 0,70% | R$ 12,74 | 0,87% | R$ 43,43 | 2 |
| 5 | Foxbit | 0,25% | 0,50% | R$ 8,49 | 0,91% | R$ 45,72 | 2 |
Fora do ranking de R$ 5.000: Bybit. Motivo: spread não medido. A API pública da Bybit bloqueia acessos a partir dos Estados Unidos, onde rodam nossos coletores; por isso não medimos o spread dela.
Fora do ranking de R$ 5.000: Bitget. Motivo: spread não medido. É decisão editorial, porque a Bitget não publica a tarifa do saque em reais por Pix e a situação dela no Banco Central não está confirmada.
A ordem muda com o valor: a Brasil Bitcoin lidera em R$ 100, mas cai para 2º em R$ 5.000, porque o livro fino encarece valores altos.
Quanto a escolha custa: a mais cara contra a mais barata
No período, a diferença entre a mais cara e a mais barata para R$ 1.000 foi de 2,50 pontos percentuais (Mercado Bitcoin contra Binance). Em R$ 100 a razão foi 10,7×; em R$ 5.000, 2,24 pontos percentuais de diferença. Em reais, a diferença para R$ 1.000 foi de R$ 24,97.
Bancos e apps não entram nesta comparação (veja a seção própria).
Onde está o custo: spread, taxa ou saque
Em R$ 1.000, o spread respondeu por 0% do custo médio, a taxa de negociação por 37% e o saque por 63%. Em R$ 100, o saque pesou 94%; em R$ 5.000, 25%.
O spread é o que o livro de ofertas cobra além do preço de referência: a diferença entre o preço médio pago numa compra a mercado e a mediana das corretoras. Taxa e saque estão nas tabelas de cada corretora em Corretoras.
Spread negativo (compra abaixo do preço de referência) aparece como zero na barra.
Spread ao longo do período
O spread mediano de R$ 1.000 ficou entre -1,58% (Binance) e 0,25% (Foxbit) no período. O maior pico foi de 0,32% na OKX, em 1 de novembro de 2026, 01h07. Com menos de uma hora de dados, ainda não há série para comparar dias da semana.
| Corretora | Mínimo | Mediana | Máximo | Coletas |
|---|---|---|---|---|
| Binance | -1,62% | -1,58% | -1,54% | 2 |
| Mercado Bitcoin | -0,18% | -0,13% | -0,08% | 2 |
| Brasil Bitcoin | 0,12% | 0,15% | 0,19% | 2 |
| OKX | 0,08% | 0,20% | 0,32% | 2 |
| Foxbit | 0,24% | 0,25% | 0,26% | 2 |
Bancos e apps contra corretoras (só tarifas declaradas)
Bancos e apps não publicam livro de ofertas, então não medimos o spread real. Comparamos apenas o que cada um declara. Onde não há tarifa publicada, escrevemos "não publicado".
Para R$ 1.000, a faixa declarada vai de R$ 8,00 a R$ 15,00 só em tarifa, sem contar spread. A corretora mais barata custou −R$ 6,52 no período, spread incluído. A faixa declarada é maior, mas os critérios diferem.
| Instituição | Tarifa declarada em R$ 1.000 | Spread declarado | Verificado em |
|---|---|---|---|
| Nubank | 0,8% (R$ 8,00), faixa de entrada | O preço inclui a diferença de mercado entre compra e venda e uma margem da NuCrypto, aplicada uma vez. O percentual da margem não é publicado. | 23/10/2026 |
| Inter | 1,0% (R$ 10,00), faixa de entrada | Pode haver spread de até 1% por operação (compra, venda, compra recorrente e Trocar). | 23/10/2026 |
| PicPay | não publicado | não publicado | 23/10/2026 |
| Mercado Pago | não publicado | não publicado | 23/10/2026 |
| Mynt | não publicado | não publicado | 23/10/2026 |
| Itaú | não publicado | não publicado | 23/10/2026 |
| Bipa | 1,5% (R$ 15,00), plano Free | O preço inclui o spread entre compra e venda, que varia com o mercado e aparece na tela de confirmação. | 23/10/2026 |
ETFs de bitcoin na B3: o custo de manter
A taxa de administração dos ETFs vai de 0,50% (NBIT11) a 1,30% (HASH11) ao ano, segundo o agregador ETFs Brasil; confira no prospecto do gestor. Em R$ 5.000 mantidos por um ano, isso equivale a R$ 25,00 a R$ 65,00, descontados do valor da cota aos poucos, sem cobrança separada.
Esse é o custo de manter, não de comprar: corretoras de bitcoin cobram na entrada e no saque, o ETF cobra todo ano. Não incluímos corretagem, emolumentos da B3 nem o spread de pregão, que não medimos. Veja o comparativo em ETF de bitcoin ou bitcoin direto e todos os fundos em ETFs de bitcoin na B3.
| Ticker | Taxa ao ano | R$ 1.000 | R$ 5.000 | R$ 10.000 |
|---|---|---|---|---|
| NBIT11 | 0,50% | R$ 5,00 | R$ 25,00 | R$ 50,00 |
| BITC11 | 0,65% | R$ 6,50 | R$ 32,50 | R$ 65,00 |
| QBTC11 | 0,70% | R$ 7,00 | R$ 35,00 | R$ 70,00 |
| BITH11 | 0,70% | R$ 7,00 | R$ 35,00 | R$ 70,00 |
| BITI11 | 0,70% | R$ 7,00 | R$ 35,00 | R$ 70,00 |
| GBTC11 | 1,03% | R$ 10,30 | R$ 51,50 | R$ 103,00 |
| HASH11 | 1,30% | R$ 13,00 | R$ 65,00 | R$ 130,00 |
O que mudou desde a última verificação
Este é o primeiro relatório; não há mês anterior para comparar. Bitso, NovaDAX e Bity ficam fora do ranking por encerrar as operações no Brasil.
- 31/10/2026: a Bitso encerrou as operações no Brasil. A Bitso fechou as contas no Brasil e migrou os clientes para o Mercado Bitcoin. Página da Bitso.
- 31/10/2026: a NovaDAX encerrou as operações no Brasil. A NovaDAX encerrou a custódia no Brasil. Página da NovaDAX.
- 25/11/2026: a Bity (ex-Bitpreço) encerra as operações no Brasil. Os clientes migram para o Mercado Bitcoin ou a Bipa. Página da Bity (ex-Bitpreço).
Alterações de tarifas: não rastreadas automaticamente nesta edição. As tarifas usadas são as da tabela conferida em 23/10/2026.
Como medimos
Coletamos o livro de ofertas BTC/BRL de 6 corretoras a cada hora. Simulamos uma compra a mercado de cada valor, somamos spread, taxa de negociação e saque da rede, e dividimos pelo valor comprado. As tarifas vêm das páginas oficiais, com data de verificação. Detalhes e limitações em Como calculamos.
- A coleta horária não captura picos entre uma leitura e outra.
- Não medimos a execução real nem o deslizamento além do livro de ofertas lido.
- Taxa de negociação padrão (taker), sem desconto por volume ou por token.
- Tarifas da tabela conferida em 23/10/2026, aplicadas a todo o período: uma mudança de tarifa no meio do mês não aparece.
- Saque on-chain convertido em reais pelo preço de referência de cada coleta. Corretoras que repassam a taxa da rede usam a estimativa da coleta e ficam de fora quando ela falta.
- Coletas com menos de 3 corretoras ativas respondendo não entram.
- Bancos e apps entram só com a tarifa declarada.
Janela de coleta: 01/11/2026 00h07 a 01/11/2026 01h07, horário de Brasília. Metodologia v1.
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BitcoinHub. Custo de comprar bitcoin no Brasil, novembro de 2026 (edição de lançamento). 01/11/2026. https://bitcoinhub.com.br/relatorios/custo-de-comprar-bitcoin/2026-11
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