Relatório mensal · Edição de lançamento · Guilherme Grigolin

Custo de comprar bitcoin no Brasil: outubro de 2026

Edição de lançamento: 8 coletas horárias, 9 horas de dados. O período vai de 23/10/2026 00h35 a 23/10/2026 09h56, horário de Brasília, e não é um mês inteiro. Esta página é refeita automaticamente a cada atualização do site, várias vezes ao dia, e os números mudam conforme entram novas coletas. A edição de outubro com o mês fechado sai no início de novembro de 2026.

Resumo

  • Para R$ 1.000, a opção mais barata nas 9 horas coletadas foi a Brasil Bitcoin (0,72%, R$ 7,19). A mais cara foi o Mercado Bitcoin (1,94%, R$ 19,41).
  • Comprar o mesmo valor custou até 2,7× mais numa corretora do que noutra, uma diferença de R$ 12,21 em R$ 1.000.
  • O saque pesou mais: 60% do custo médio de R$ 1.000. Os ETFs de bitcoin na B3 cobram de 0,50% a 1,30% ao ano, segundo o agregador ETFs Brasil, fora o spread no pregão.

Ranking médio do período por valor

Custo total para comprar cada valor em bitcoin, somando spread do livro de ofertas, taxa de negociação e saque on-chain. Média de 8 coletas horárias.

R$ 100

Para R$ 100, a Brasil Bitcoin foi a mais barata (1,45%), seguida da OKX (6,61%) e da Binance (8,37%). O Mercado Bitcoin ficou em último lugar (13,11%).

#CorretoraSpread médioTaxa (taker)SaqueCusto totalEm reaisColetas
1Brasil Bitcoin0,14%0,50%R$ 0,811,45%R$ 1,455
2OKX0,01%0,40%R$ 6,206,61%R$ 6,616
3Binance-0,01%0,10%R$ 8,278,37%R$ 8,377
4Foxbit0,03%0,50%R$ 8,278,80%R$ 8,808
5Mercado Bitcoin0,00%0,70%R$ 12,4113,11%R$ 13,118

Fora do ranking de R$ 100: Bybit. Motivo: spread não medido. A API pública da Bybit bloqueia acessos a partir dos Estados Unidos, onde rodam nossos coletores; por isso não medimos o spread dela.

Em 5 das 8 coletas, o spread de R$ 100 foi estimado pelo de R$ 1.000: o coletor ainda não guardava o spread desse valor.

R$ 1.000

Para R$ 1.000, a Brasil Bitcoin foi a mais barata (0,72%), seguida da Binance (0,92%) e da OKX (1,03%). O Mercado Bitcoin ficou em último lugar (1,94%).

#CorretoraSpread médioTaxa (taker)SaqueCusto totalEm reaisColetas
1Brasil Bitcoin0,14%0,50%R$ 0,810,72%R$ 7,195
2Binance-0,01%0,10%R$ 8,270,92%R$ 9,217
3OKX0,01%0,40%R$ 6,201,03%R$ 10,286
4Foxbit0,03%0,50%R$ 8,271,36%R$ 13,628
5Mercado Bitcoin0,00%0,70%R$ 12,411,94%R$ 19,418

Fora do ranking de R$ 1.000: Bybit. Motivo: spread não medido. A API pública da Bybit bloqueia acessos a partir dos Estados Unidos, onde rodam nossos coletores; por isso não medimos o spread dela.

R$ 5.000

Para R$ 5.000, a Binance foi a mais barata (0,26%), seguida da OKX (0,53%) e da Brasil Bitcoin (0,65%). O Mercado Bitcoin ficou em último lugar (0,95%).

#CorretoraSpread médioTaxa (taker)SaqueCusto totalEm reaisColetas
1Binance-0,01%0,10%R$ 8,270,26%R$ 13,027
2OKX0,01%0,40%R$ 6,200,53%R$ 26,576
3Brasil Bitcoin0,14%0,50%R$ 0,810,65%R$ 32,735
4Foxbit0,04%0,50%R$ 8,270,70%R$ 35,128
5Mercado Bitcoin0,00%0,70%R$ 12,410,95%R$ 47,578

Fora do ranking de R$ 5.000: Bybit. Motivo: spread não medido. A API pública da Bybit bloqueia acessos a partir dos Estados Unidos, onde rodam nossos coletores; por isso não medimos o spread dela.

Em 5 das 8 coletas, o spread de R$ 5.000 foi estimado pelo de R$ 1.000: o coletor ainda não guardava o spread desse valor.

A ordem muda com o valor: a Brasil Bitcoin lidera em R$ 100, mas cai para 3º em R$ 5.000, porque o saque fixo pesa mais em valores baixos.

Quanto a escolha custa: a mais cara contra a mais barata

No período, a opção mais cara saiu por 2,7 vezes o custo da mais barata para R$ 1.000 (Mercado Bitcoin contra Brasil Bitcoin). Em R$ 100 a razão foi 9,1×; em R$ 5.000, 3,7×. Em reais, a diferença para R$ 1.000 foi de R$ 12,21. Valores menores sofrem mais com custos fixos, em especial o saque.

Custo total médio de R$ 1.000, em % do valor.
Brasil Bitcoin0,72%
Binance0,92%
OKX1,03%
Foxbit1,36%
Mercado Bitcoin1,94%

Bancos e apps não entram nesta comparação (veja a seção própria).

Onde está o custo: spread, taxa ou saque

Em R$ 1.000, o spread respondeu por 3% do custo médio, a taxa de negociação por 37% e o saque por 60%. Em R$ 100, o saque pesou 94%; em R$ 5.000, 23%.

O spread é o que o livro de ofertas cobra além do preço de referência: a diferença entre o preço médio pago numa compra a mercado e a mediana das corretoras. Taxa e saque estão nas tabelas de cada corretora em Corretoras.

SpreadTaxa de negociaçãoSaque
Composição do custo médio em R$ 100, em reais.
Brasil BitcoinR$ 1,45
OKXR$ 6,61
BinanceR$ 8,37
FoxbitR$ 8,80
Mercado BitcoinR$ 13,11
Composição do custo médio em R$ 1.000, em reais.
Brasil BitcoinR$ 7,19
BinanceR$ 9,21
OKXR$ 10,28
FoxbitR$ 13,62
Mercado BitcoinR$ 19,41

Spread negativo (compra abaixo do preço de referência) aparece como zero na barra.

Spread ao longo do período

O spread mediano de R$ 1.000 ficou entre 0,00% (Binance) e 0,13% (Brasil Bitcoin) no período. O maior pico foi de 0,18% na Brasil Bitcoin, em 23 de outubro de 2026, 01h04. Com 9 horas de dados, ainda não há série para comparar dias da semana.

Spread de uma compra a mercado de R$ 1.000, em % sobre o preço de referência, nas coletas válidas.
CorretoraMínimoMedianaMáximoColetas
Binance-0,02%0,00%0,00%7
Mercado Bitcoin-0,02%0,00%0,02%8
OKX-0,02%0,00%0,04%6
Foxbit0,00%0,04%0,07%8
Brasil Bitcoin0,12%0,13%0,18%6

Sem coleta entre 23/10/2026 01h04 e 23/10/2026 09h36.

Bancos e apps contra corretoras (só tarifas declaradas)

Bancos e apps não publicam livro de ofertas, então não medimos o spread real. Comparamos apenas o que cada um declara. Onde não há tarifa publicada, escrevemos "não publicado".

Para R$ 1.000, a faixa declarada vai de R$ 8,00 a R$ 15,00 só em tarifa, sem contar spread. A corretora mais barata custou R$ 7,19 no período, spread incluído. A faixa declarada é maior, mas os critérios diferem.

InstituiçãoTarifa declarada em R$ 1.000Spread declaradoVerificado em
Nubank0,8% (R$ 8,00), faixa de entradaO preço inclui a diferença de mercado entre compra e venda e uma margem da NuCrypto, aplicada uma vez. O percentual da margem não é publicado.23/10/2026
Inter1,0% (R$ 10,00), faixa de entradaPode haver spread de até 1% por operação (compra, venda, compra recorrente e Trocar).23/10/2026
PicPaynão publicadonão publicado23/10/2026
Mercado Pagonão publicadonão publicado23/10/2026
Myntnão publicadonão publicado23/10/2026
Itaúnão publicadonão publicado23/10/2026
Bipa1,5% (R$ 15,00), plano FreeO preço inclui o spread entre compra e venda, que varia com o mercado e aparece na tela de confirmação.23/10/2026

ETFs de bitcoin na B3: o custo de manter

A taxa de administração dos ETFs vai de 0,50% (NBIT11) a 1,30% (HASH11) ao ano, segundo o agregador ETFs Brasil; confira no prospecto do gestor. Em R$ 5.000 mantidos por um ano, isso equivale a R$ 25,00 a R$ 65,00, descontados do valor da cota aos poucos, sem cobrança separada.

Esse é o custo de manter, não de comprar: corretoras de bitcoin cobram na entrada e no saque, o ETF cobra todo ano. Não incluímos corretagem, emolumentos da B3 nem o spread de pregão, que não medimos. Veja o comparativo em ETF de bitcoin ou bitcoin direto e todos os fundos em ETFs de bitcoin na B3.

Custo da taxa de administração em um ano: valor × taxa, com o preço parado.
TickerTaxa ao anoR$ 1.000R$ 5.000R$ 10.000
NBIT110,50%R$ 5,00R$ 25,00R$ 50,00
BITC110,65%R$ 6,50R$ 32,50R$ 65,00
QBTC110,70%R$ 7,00R$ 35,00R$ 70,00
BITH110,70%R$ 7,00R$ 35,00R$ 70,00
BITI110,70%R$ 7,00R$ 35,00R$ 70,00
GBTC111,03%R$ 10,30R$ 51,50R$ 103,00
HASH111,30%R$ 13,00R$ 65,00R$ 130,00

O que mudou desde a última verificação

Este é o primeiro relatório; não há mês anterior para comparar. Bitso, NovaDAX e Bity estão encerrando as operações no Brasil e não entram no ranking.

  • 31/10/2026: a Bitso encerra as operações no Brasil. A Bitso fecha as contas no Brasil e migra os clientes para o Mercado Bitcoin. Página da Bitso.
  • 31/10/2026: a NovaDAX encerra as operações no Brasil. A NovaDAX encerra a custódia no Brasil; saque os saldos antes dessa data. Página da NovaDAX.
  • 25/11/2026: a Bity (ex-Bitpreço) encerra as operações no Brasil. Os clientes migram para o Mercado Bitcoin ou a Bipa. Página da Bity (ex-Bitpreço).

Alterações de tarifas: não rastreadas automaticamente nesta edição. As tarifas usadas são as da tabela conferida em 23/10/2026.

Como medimos

Coletamos o livro de ofertas BTC/BRL de 8 corretoras a cada hora. Simulamos uma compra a mercado de cada valor, somamos spread, taxa de negociação e saque da rede, e dividimos pelo valor comprado. As tarifas vêm das páginas oficiais, com data de verificação. Detalhes e limitações em Como calculamos.

  • A coleta horária não captura picos entre uma leitura e outra.
  • Não medimos a execução real nem o deslizamento além do livro de ofertas lido.
  • Taxa de negociação padrão (taker), sem desconto por volume ou por token.
  • Tarifas da tabela conferida em 23/10/2026, aplicadas a todo o período: uma mudança de tarifa no meio do mês não aparece.
  • Saque on-chain convertido em reais pelo preço de referência de cada coleta. Corretoras que repassam a taxa da rede usam a estimativa da coleta e ficam de fora quando ela falta.
  • Coletas com menos de 3 corretoras ativas respondendo não entram.
  • Bancos e apps entram só com a tarifa declarada.

Janela de coleta: 23/10/2026 00h35 a 23/10/2026 09h56, horário de Brasília. Metodologia v1.

Cite este relatório

Pode citar números e trechos deste relatório. Peça só o crédito: BitcoinHub (bitcoinhub.com.br), "Custo de comprar bitcoin no Brasil, outubro de 2026", com link para esta página. Se republicar um gráfico, mantenha a legenda e o link.

BitcoinHub. Custo de comprar bitcoin no Brasil, outubro de 2026 (edição de lançamento). 23/10/2026. https://bitcoinhub.com.br/relatorios/custo-de-comprar-bitcoin/2026-10

Dados brutos

Baixe os dados deste relatório: CSV · JSON. Colunas: timestamp_brt, corretora, valor_brl, spread_pct, taxa_taker_pct, saque_brl, custo_total_pct, custo_total_brl, mais modo_edicao e versao_metodologia. 102 linhas, de 23/10/2026 00h35 a 23/10/2026 09h56. UTF-8, ponto decimal.

Este relatório é informativo e não substitui um contador nem um consultor financeiro. Não é recomendação de investimento. Todas as edições